MINI GUIA: A coluna central contem os posts mais recentes. A primeira coluna lateral tem os links mais importantes aos leitores mais regulares. No fundo do blog, podem encontrar dicas variadas. Este blog e', portanto, um blog complementar ao blog principal.

2008-07-29

Desabafo sobre o Acordo Ortografico

Se a lingua portuguesa ja era traicoeira...

Eu concordo com um acordo ortografico, mas nao com o acordo ortografico.
Concordo que se mudem algumas merdinhas desnecessarias.

Mas visto que este acordo que ai vem vai simplificar umas coisas e complicar outras, proponho outra solucao: adoptem o ingles como lingua principal. ;)

2008-07-18

Ate' um bebe' percebe que e' treta:

Ricky Gervais meus caros!


Brilhante.

2008-07-14

George Bush e a Religiao

10th Anniversary of International Religious Freedom Act

Era esse o topico na TV no canal equivalente ao AR TV que temos ai em PT. Aqui e' o C-Span.
Bush e' estupido.
Eis pq, com as palavras dele:

"A liberdade de cada um adorar o seu proprio deus, e' a liberdade e o direito mais importante de qualquer homem".

Para manter o post curto, vou manter a arrogancia religiosa do Presidente dos EUA de parte, por me ter incluido no grupo "qualquer homem". Nao obrigado!

Mas na minha cabeca prefiro antes desse direito e liberdade, os seguintes que tenho como mais importantes que a adoracao de amigos imaginarios que so existem na cabeca de quem acredita deuses sao: o direito 'a vida, 'a eutanasia, ao aborto, ao divorcio, a dizer asneiras, a partilhar o que eu quiser, 'a liberdade de expressao, ao consumo de drogas e ao uso do meu corpo como eu quiser, 'a educacao, 'a saude, 'a integridade fisica, e 'a propriedade... sao os que me vem 'a cabeca assim de repente.
Depois do direito de cocar os tomates em publico, talvez venha a necessidade de adorar um deus.

A unica outra coisa que me vem 'a cabeca como importante
e' a necessidade de ver um lider destes
reformado, e depressa!


2008-07-09

Tiro no pe' do copyright.

Sempre gostei da ideia de partilha de ficheiros.
Musica, filmes, jogos, software, etc... A custo zero, ao custo duns cliques, e nada mais.
No entanto, aceito e vejo alguma necessidade de, por exemplo, patentes. Conceito que assenta onde o copyright tb assenta: direito 'a propriedade intelectual.
Aquilo a que alguns chamam o direito de possuir algo que nao existe fisicamente em lado nenhum.

Fui ao google procurar definicoes de propriedade intelectual:

A minha busca favorita mostra este resultado:

"Intellectual Property can be defined as Creative ideas and expressions of the human mind that have commercial value and receive the legal protection of a property right. The major legal mechanisms for protecting intellectual property rights are copyrights, patents, and trademarks."

Resumindo: se tem valor comercial, o direito 'a propriedade aplica-se.
(Nao e' assim tao simples, mas o tiro no pe' vem disto mesmo).

Imagine-se que eu comecava a plantar arvores num jardim num local com alguma densidade populacional, e resolvia cientificamente dar valor ao ar que eu (atraves das arvores) estaria a produzir. Seria justo processar toda a gente que por perto das arvores passasse so' por estar a respirar o MEU ar, que me custou dinheiro e esforco a plantar, etc?

Claro que nao e todo o senso comum do mundo dita o mesmo: o ar renova-se sozinho atraves da natureza em estado selvagem, e por isso, plantar e cobrar pelo ar que produzo torna-se ridiculo por muito esforco e custo que isso tenha para mim. Que o ar que respiramos nao tem preco ja toda a gente sabe. ;)

Qnd a industria da musica apareceu, copiar e criar discos de vinil, e depois cassetes e cd's era um empreendimento com custos acrescidos que tinham de ser protegidos. Nessa altura (no seculo 20) fazia sentido proteger o investimento feito na copia. Copiar custava sempre dinheiro. Medicamentos tb nao custam o que nos dizem custar. Mas a pesquisa que os descobriu possivelmente custa! ;)

Por muito que muita gente nao goste de ouvir, os computadores e a maravilha da internet, retiraram todo o custo da copia. Na palavra copyright (copy+right), matou-se o copy. Sobra o right, sozinho. Eu hoje transformo 1 musica que tenha no meu computador em 1000 a custo zero. Clico copy, faco paste 1000 vezes (ou partilho-a na net) e ja' esta'. O valor do CD donde a musica vem ainda tem valor, mas o ficheiro que se pode criar com a ciencia informatica nao tem valor. Copia-se gratuitamente para qualquer parte do mundo. O unico custo ou valor comercial que um ficheiro tem, e' aquele que quem vende ficheiros lhe tenta dar, apoiados por todos aqueles clientes que acham que devem pagar por algo sem custo de partilha.

Da mesma maneira que as leis da fisica e da quimica nos permitem nao ter que ir procurar ar para respirar, fazendo do negocio de cobrar pelo ar uma ideia absurda, tb a partilha de ficheiros assim se tornou: gratis e de custo zero.

Com a mudanca que o mundo sofreu neste campo, resta os artistas que defendem processar putos de 12 anos por partilharem ficheiros evoluirem para o seculo 21. Partilhar nao vai parar.

Se lhes faltam ideias, aqui vao algumas:
  • Se sao musicos, desistam do dinheiro que ha' em vender rodelas de plastico com musica la dentro na Era da Informacao (internet). Toquem musica e facam dinheiro com isso (concertos). Nao serao milionarios? Nao se preocupem. Ha' bue' maneiras de ser feliz sem ter estupidas quantias de dinheiro so' por umas cantigas.
  • Querem insistir nas rodelas de plastico (cd)? Entao metam qq coisa la dentro, como por exemplo descontos para concertos ou backstage passes. Liguem essa rodela de plastico a algo incopiavel e inexistente no mundo virtual.
  • E finalmente, acordem para o seculo 21 e sigam os exemplos de quem ja percebeu a ideia. Ha por ai muitas bandas grandes (Nine Inch Nails, Radiohead, etc...) e pequenas que ja perceberam como se evolui e que oferecem a sua musica. Ha' fas que vao gostar de doar dinheiro por isso... de graca! E ja o fizeram!

E mais!
Se fazes algum tipo de arte que consegue existir no mundo livre (da internet) apenas por dinheiro, nao devias ser artista para comecar. Sê musico para tocar musica (nao para ser milionario com rodelas de plastico) e pela musica. Quem consome a tua arte pagara' de livre vontade e nao te vai deixar morrer 'a fome se fores um bocadinho melhor que o Ze' Cabra.

Copiar nao e' roubar, por muito que tentem fazer dos artistas vitimas de roubo.
O McDonald's nunca processou o Burger King por usar a mesma ideia de vender hamburgers com batatas fritas e coca cola, e nao existe a Associacao Nacional de Cozinheiros e vos processa pq vcs gostam de fazer hamburgers em casa, e pior, partilha-las com quem quiserem! E essas meus amigos, tem custo e valor comercial, mas ser cliente do Burger King, nao e' roubar clientes ao McDonald's.
E acreditem, que houve muito processo criativo em criar uma das mais poderosas corporacoes alimentares do planeta Terra. ;)

O copyright de coisas que nao tem custo a partilhar (matematica, linguagem, democracia, receitas de culinaria, ficheiros pela internet, etc...), e' uma bela tanga! ;)
Pena que ainda haja muita gente que nao percebe isso.

Entao e filmes, livros, fotografia, arte (pintura) e tal?
Assunto para outro post. ;)

2008-07-03

Passar a ferro e' inutil.

Nao passo roupa nenhuma a ferro.

Dobro-a bem depois de seca, e normalmente isso resulta suficientemente bem para mim.
Parte desta vontade de nao passar roupa a ferro (calansisse nao conta) vem do ambientalista que ha' em mim, o resto vem daquela minha parte que detesta aceitar que o engomado e' mais bonito que o amarrotado so' pq alguem o disse, qnd no fundo tudo vai dar ao mesmo. Roupa e' roupa, e o importante e' estar lavada.

O que nao vai dar ao mesmo e' o facto do meu ferro de engomar gastar 1200 watts. Ou se preferirem, 1.2 kW.
Num mundo onde se fala tanto de aquecimento global, se calhar da' jeito referir que passar a ferro 1 hora a um custo de 1.2kW equivale a ter uma lampada de 20 watts acesa durante 2 dias e meio, sim, 60 horas.
Ou, se passarem a ferro 1 vez por semana durante 1 hora o ano todo, isso e' o equivalente a ter a mesma lampada acessa durante 130 dias... ou 2 lampadas durante 65 dias...
Enfim, podemos pensar que 1200 watts a passar a ferro durante 1 hora, equivale a ter 60 lampadas de 20 watts acesas durante a mesma hora. Eu nao tenho 60 lampadas em casa, e voces (ok ok, nao estou a contar com a arvore de natal)?

Dito isto, venho dar o meu belo "vai 'a merda vai-te lixar" ao mundo da moda e aos preconceitos que muita gente tem qnd reagem e julgam pessoas pela sua taxa de "amarrotadisse".
Amarrotado e' fixe e o resto que se lixe.

Se todos deixassemos de passar a ferro e cagassemos nas tretas que nos dizem e aceitamos automaticamente sem pensar, ja' se retiravam umas toneladas jeitosas de CO2 do ar. :D
Por estas e por outras e' que o aquecimento global nos vai dar uma tareia do caracas!

2008-05-17

Aquecimento Global (How it all Ends)

Qnd penso em aquecimento global e vejo os carroes que por aki andam com 1 pessoa so' la' dentro, lembro-me sempre disto:


Craig Craven
a primeira versao deste video era esta!

E depois chego a casa chateado pq ainda tenho tanto para fazer: comprar uma casa, meter energia eolica e solar ao pontape', instalar um sistema de filtragem e aproveitamento de aguas, enfim, caminhar para a auto suficiencia energetica. Vou ser apenas 1 dos pcos? Talvez. Vai demorar: se vai... mas vou poder dizer a possiveis descendentes que fui dos primeiros a querer faze-lo e que foram "eles" (os que nao fizeram tudo por tudo) que estragaram aquilo que agora e' deles (dos descendentes).

Afinal, a fazer merda ja' mta gente esperta sabe que estamos a fazer.

2008-04-27

Antes honesto que humilde!!

E por falar em religiao vs ciencia:
Como isto nao e' uma teoria minha, aqui fica simplesmente o link para uma perola da internet que me fez ficar mais satisfeito depois de a ler, por simplesmente ja' concordar com tudo antes de ler.

O que se segue e' o copy paste do link:
No debate de ontem várias pessoas sugeriram que a ciência deve ter a humildade de admitir que Deus é possível. Mas humildade é a «virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza»(1). Fica bem, mas nem é dever (é virtude) nem útil para a ciência. Por isso proponho deixar a humildade ao critério de cada um e invocar, em vez dela, o dever de ser honesto. Esse cabe a todos.

Ninguém honesto se considera infalível, na ciência ou fora dela, e admitir a possibilidade de erro exclui certezas definitivas. Há sempre questões em aberto. Mas apesar da resposta honesta ser provisória a dúvida não precisa paralisar-nos. Na prática, podemos suspender as questões até que se justifique o contrário. Temos a certeza que a casa não está a arder e estragava os nervos a qualquer um questioná-lo a todo o momento. Mas esta certeza é provisória e basta o cheiro a fumo para a desfazer.

A opinião honesta admite que as nossas crenças podem estar erradas, que o que parece às vezes não é e que todas as certezas são questionáveis. A opinião honesta não se baseia em premissas inabaláveis mas sim em perguntas pertinentes. Há quem critique a ciência por ser questionável, por não responder a tudo, por levantar dúvidas ou mudar de ideias mas isso não é defeito. É o preço da honestidade.

E a ciência justifica certezas provisórias acerca dos deuses. Não há Zeus no monte Olimpo nem um escaravelho gigante a rebolar o Sol pelo céu. Alguns dirão que isto é diferente do Deus católico porque podemos olhar para o monte Olimpo e para o Sol e ver que não estão lá estes deuses. Mas não é isso. Podemos não ver os outros deuses por erro nosso e se calhar até existem. Não temos uma certeza definitiva. O que justifica suspender a dúvida é a existência destes deuses levantar mais questões sem resposta que a hipótese contrária. Se estão lá porque é que não os vemos? O que é que estão a fazer? Para que servem a hipótese e o que é que explica? Se os rejeitarmos há menos perguntas em aberto.

O Deus transcendente sofre do mesmo problema. É como a possibilidade da casa estar a arder com um fogo invisível e inodoro. Não a rejeitamos por ter provas em contrário mas porque o fogo invisível deixa mais questões em aberto que a hipótese de não haver fogo nenhum. Neste momento passa-se o mesmo com Deus. Pode não ser humilde, mas é honesto da ciência rejeitar Deus por deixar em aberto mais questões que a sua inexistência. A hipótese de Deus não responde a nada que a sua negação não responda igualmente bem e levanta muitas questões acerca do que Ele é, do que faz, porque o faz, qual o seu propósito e assim por diante.

E pode ser humilde acreditar em Deus. Talvez venha daí a virtude que dá a cada um o sentimento da sua fraqueza. Mas o mais honesto é concluir que Ele não existe. A certeza é provisória, admito, mas também não vou gritar “Fogo!” sempre que faltar prova irrefutável do contrário.

2008-03-12

Letras a mais?

Sou um genio literario de respeito. Nao leio 1 poesia de livre vontade o ano inteiro (as excepcoes sao as que aparecem nos meus RSS feeds e tem de ser escritas por alguem muito proximo). Nunca li um romance ate' ao fim, um poema e', no maximo, giro, se nao tem imagens (pelo menos 1 por capitulo) fico logo de pe' atras, e se foi escrito por um zarolho entao esquece que ja sei o que precisava saber.

Isto tudo porque tem-se falado de um acordo ortografico e nao sei q. Entao achei que era bem deixar aki a minha opiniao.

Se calhar era nice reformular algumas regras da lingua portuguesa.
Estupido e' usar duas teclas para escrever "eh" em vez de "é" que nao so' e' a maneira correcta, como tb exige o mesmo esforco: 2 teclas. Cai na onda do escolher o errado em vez do certo para dar ar de rebelde incompreendido e nao sei q... Quem esteja agora a chegar aos 30 anos de idade certamente conhece essa fase da vida ou conhece alguem que la esteve ou esta'.

No entanto ha' o outro lado da rebeldia, o lado correcto de querer fazer as coisas melhores.
Se o "eh" e o "pah" sao inovacoes da tanga que nao inovam nada, o "kero" ou o "kem" ja' servem um proposito. Poupa letras, teclas e afins...
A treta do "K" nao pertencer ao vocabulario portugues nao pega. Pertence, ha' negocios oficiais portugueses com "K" no nome que o governo aceitou, etc, etc...

Entao se temos uma letra com o som que queremos, escrevemos um "qu" com que proposito? Aquele, isto e', akele "U" da treta, serve para q? Nao kero saber se e' regra ou deixa de ser, quero e' saber o proposito. Qual, isto e', kual e'? lol
Exacto. E' o proposito de ficar da tanga da tradicao, que e' uma tanga tao ma' quanto aquela do escrever "xim" em vez de "sim". O famoso "escrever 'a pita". Qualquer dia temos meninas que vao fazer "sim-sim" 'a sanita, nao e'? E' xim senhor.

E aquela macacada de ter um "U" e insistir em usar "O's" que se leem como "U's". Como por exemplo, no meu nome! Qual era o mal de me terem chamado Juao? Afinal os "Lucas" nao sao "Locas", ou deviam? Outra parvoice, os "O's" e os "U's" na nossa escrita! "O Ze foi 'a escola". Pq nao?: "U Ze' foi 'a escola"... Ofende alguem? Mas pronto, essa fica para outro dia. Qnd eu conseguir escrever como acho que se devia escrever. :) Depois queixam-se que os putos nao aprendem a escrever bem hoje em dia. Hoje em dia quer-se que as coisas facam sentido.

Quando aprendi o AEIOU, tb me fez uma confusao tremeda que o "Ze e a Maria" nao eram o "Ze i a Maria". La' nisso os espanhois mandaram-se e bem ao belo do "Y"... Que por azar nos tb temos, so que achamos que nao serve para nada... So para dar estilo. Para tornar a nossa lingua mais dificil, mais traicoeira, e mais complicada de aprender.

Resumindo: venha um acordo ortografico, mas um bom! Acabem-se com letras que nao se leem, aceite-se a evolucao dos tempos, as influencias da internet e os teclados de todo o mundo que trazem la' um K, um Y e um W que mesmo nos teclados PT aparece e sao gratis usar, e deixem-se de manias. Nao me digam que o gajo que mudou Pharmacia para Farmacia morreu e deixou o trabalho a meio! Kual, kem, kuando? ;P

Escrever com menos teclas e' bom, e escrever bem e com menos teclas, melhor ainda. E' essa a teoria do dia. O resto e' palhacada do post...

2008-02-11

RIAA-se disto!

No Blog Ktreta, mais uma perola sobre o assunto do costume:

Tipicamente, pela venda de um CD a discográfica paga nove cêntimos por canção ao autor, que normalmente cede metade desse valor à editora. Mas a RIAA diz que isto não está correcto na situação actual. Jammie Thomas foi condenada a pagar $9250 por cada canção que tinha disponível para partilha (1). Segundo a RIAA uma centésima milésima parte disto é claramente demasiado para se pagar a quem apenas compôs a música. Mesmo tendo que dividir a fatia com outros «gestores de direitos», os típicos 13% do preço de venda é muito dinheiro. Por isso a RIAA quer esta fracção reduzida para 8% do preço de venda, ou cerca de seis cêntimos de dólar por cada canção.

A justificação é que as companhias discográficas estão a ter dificuldades no mercado, enquanto que, segundo estas, os compositores e editores têm outras formas de rendimento (2). O que faz perguntar para que raio precisamos de vendedores de rodelas de plástico.

Curiosamente, no site Português da pro-music (3) não vem esta notícia. Compreendo que não queiram tirar do topo o comunicado de imprensa sobre o BTuga, com pouco mais de meio ano. Mas gostava de ouvir a opinião dos artistas acerca desta redução.

1- 5-10-07, $9.250 por canção.
2- The Reporter, 29-1-08, Sides chosen in royalty tussle
3- www.pro-music.com.pt

Bem bonito, nao?
RIAAm-se 'a vontade, claro esta'!

2008-01-08

Baptizar criancinhas? Nao, obrigado.

Nesta altura da minha vida em que muitos dos meus amigos se estao a reproduzir, alargar familia, etc, senti-me inspirado a partilhar o porque de baptizar criancas ser mau.
Fui baptizado, tenho umas fotos engracadas desse dia, e hoje que penso como penso e sei o que sei, acho q os meus pais falharam nesse aspecto da minha educacao. Pq?

Depois de ja ter ouvido (mais que uma vez) de certas pessoas que baptizam, que a razao pela qual o fazem e' pq acham que e' o melhor a fazer, vou acrescentar algo mais do que acrescentei na altura. Na altura respondi que pensar que se esta' absolutamente correcto nesses assuntos e' falta de modestia, mas nao me expliquei bem.

Num post num dos meus blogs favoritos, aparecia um comentario estupido excelente:

«Os pais são livres de dizer muita coisa aos filhos [...] porque necessitam de os educar proporcionando-lhes as melhores condições para o seu desenvolvimento [...]. Os pais têm o direito de educar os filhos de acordo com as suas convicções morais e religiosas, tendo em atenção o ambiente cultural da sociedade em que vivem e como fundamentos o bem estar e a dignidade das crianças.»

Ao qual a resposta perfeita foi:

Os pais “necessitam” de educar os filhos. Obviamente, não é uma necessidade fisiológica. É uma “necessidade” moral. Ou seja, é um dever. O que o [comentador] quer dizer é que os pais têm o dever de zelar pelo desenvolvimento e bem estar das crianças, a bem das crianças. Este dever não é compatível com o direito de educar as crianças como os pais entenderem. Por isso proponho que esse direito não existe. O [comentador] continua a confusão:

«Uma educação religiosa dirigida para crianças [...] debruça-se sobre conceitos como amor, amizade, ajuda ao próximo e deve desenvolver uma atitude de não-violência. Nada disto é errado e tem aspectos muito positivos porque permite que a criança se integre harmoniosamente na sociedade em que vive e adquira valores que são comuns a pessoas que não têm educação religiosa.»

É evidente que os valores comuns a pessoas que não são religiosas podem ser transmitidos sem educação religiosa. Nem é preciso a história de um deus torturado até à morte para ensinar amor, amizade, ajuda ao próximo e não-violência. Até porque a melhor maneira de ensinar crianças é pelo exemplo. É amando-as que elas aprendem a amar, ajudando-as que elas aprendem a ajudar, e a receita para filhos que não sejam violentos é simples. Não lhes batam. O pai que castiga aos tabefes o filho que bateu num colega está, no mínimo, a baralhar a criança com a contradição.

E isto traz-me à conversa que tive ontem. Argumentou o meu amigo que baptizar ou não é apenas uma diferença de crença e, seja como for, não faz mal nenhum à criança. Engana-se. Baptizar a criança como hindu, católica, protestante ou muçulmana difere realmente apenas na crença. Mas deixar que a criança decida quando se sentir capaz de o fazer é fundamentalmente diferente.

E faz mal porque é importante ensinar-lhe que todos têm o direito às suas opiniões. Sem aprender que é legítimo os outros discordarem de nós será difícil amar, ter amigos, integrar-se na sociedade e ser uma pessoa decente. E sem aprender que é legítimo ter uma opinião própria, mesmo que discorde dos outros, será difícil aprender a ser uma pessoa autónoma. Como tudo o resto, as crianças têm que aprender isto pelo exemplo.

Marcar um recém-nascido como pertença de um deus ou de uma igreja é um mau exemplo. As palavras dos pais dirão à criança que tem que respeitar a liberdade de consciência dos outros, mas o exemplo diz-lhe que a liberdade de consciência é treta. As palavras dos pais dirão à criança para aprender a pensar por si e ter as suas opiniões, mas este exemplo diz à criança que as opiniões importantes são fornecidas por alguém com mais autoridade. E quando crescer fará o mesmo aos seus filhos. Vai repetir as mesmas palavras, e dar o mesmo exemplo.

É verdade que há rituais religiosos bem piores que deitar água na cabeça. Admito que a minha oposição a baptizar crianças é uma questão de princípio. Mas são os princípios, estes valores fundamentais, que temos que transmitir aos nossos filhos. Pelo exemplo.

E' por estas e por outras que digo a toda a gente que baptizar os filhos e' foleiro, mau, ma' educacao e falta de respeito (e isto sem referir que no meu tempo vestiram-me um vestido! Sim, saia! Sou um gajo, pa!).
Se nao querem querer que a religiao e' treta, ensinem-lhes pq acham que nao e', mesmo que isso signifique esperar ate' que eles compreendam tais assuntos - respeito! E mesmo que isso tb signifique nao ver a pobre crianca vestidinha de branco na igrejazinha com a familia, por muito emocionante que isso seja para certos pais religiosos. Depois, respeitem a sua vontade, qnd tiverem maturidade, inteligencia e idade para assumirem eles se querem pertencer ao tal deus em que os seus pais acreditam.

Mas no final, se houverem surpresas, vao ter a certeza absoluta que respeitaram as crencas dos vossos filhos, pois ensinaram-lhes a criar as suas, e nao a ter de comprar 'a forca as dos seus pais (ou as de outra pessoa qualquer!). ;)

Teoria do Dia: Baptizar criancas e' errado. Ensina-las dando-lhes que pensar e deixa-las escolher por si: nem por isso.

Afinal nunca ninguem disse que nao se pode ser baptizado aos 20, aos 30 ou aos 300 anos de idade... :D Para que tanta falta de respeito pressa?
NOTA: Fim da seccao de Posts. Para mais teorias, consultem a seccao dos Arquivos onde esta' o restante conteudo do blog organizado cronologicamente, ou, se preferirem, consulta as teorias por categoria na seccao das labels (labels estas, explicadas anteriormente na coluna principal do blog principal tsnacio.blogspot.com).