MINI GUIA: A coluna central contem os posts mais recentes. A primeira coluna lateral tem os links mais importantes aos leitores mais regulares. No fundo do blog, podem encontrar dicas variadas. Este blog e', portanto, um blog complementar ao blog principal.
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2007-12-18

Maçã.

Embora com label tecnologia, este é um post sobre atitudes no campo da tecnologia.
Tirando assuntos religiosos, nunca achei grande piada chegar ao ponto de ter de dizer mal da competição para conseguir vencer. É certo que às vezes é necessário, é certo que a falta de criatividade nos leva a tal, e é certo que o desespero nos pode levar a dizer mal da competição no final de contas feitas. Se as circunstâncias o exigissem, talvez eu o fizesse. Não quer dizer que ache bonito. ;)
Fica mal nos políticos, fica mal no desporto (conhecido como "mau perder" muitas das vezes), e claro, fica mal nos computadores tb.

A religião é a excepção pq qnd se goza com a religião, está-se a gozar com algo imaginário. Não há competição, e no real vs imaginário, isto do dizer mal não se aplica, pq até nem é competição nenhuma... enfim, assuntos para outros posts. A religião é o bobo da corte...

A Apple sempre teve bom pessoal mas um marketing que eu sempre detestei, e eles são o exemplo do que fazer qnd não se sabe fazer melhor: Dizer mal dos outros:

Dizem-se artistas, dizem-se génios, e sim, embora a Apple domine alguns campos da informática (diria assim de repente o design, e software de edição de vídeo, por exemplo), o que é certo é que metem sempre a pata na poça qnd chega a altura de se ver quem é bom.
Bom, não no sentido de rápido, barato, bonito ou intuitivo... bom no sentido Google da palavra, bom no sentido do Do No Evil. Nesse sentido são iguaizinhos ao seu némesis, acertaram, a Microsoft.

Impingem o iPod como se tocar ficheiros com tecnologia MP3 de 1991 fosse uma coisa altamente (não passa dum walkman que toca ficheiros do século 20... sim, estamos no 21!), e por muito que toque AAC, não é assim que a Apple promove. O dinheiro é que interessa (atitude mto típica de quem eles dizem mal), e se o rebanho só conhece a erva Mp3, então venda-se um Mp3 Player que toca AAC, não um AAC player que toca Mp3. Faça-se um bocadinho de evil e promova-se o estrume que é o mp3. Perguntem ao Ubuntu o que eles promovem! ;) E dps perguntem-lhes como vai o negócio, caso estejam a pensar que o marketing justifica javardar à vontade.

No iTunes a brincadeira repete-se. Já que se tem as belas taxas de licenciamento e não sei q, pq não chular o utilizador, e tudo o que se "comprar" no iTunes só tocar no iPod e não onde o utilizador que pagou quiser? Boa ideia. Que tal arranjar maneiras de ligar os iPods aos carros para que as pessoas nem pensem em ouvir as musicas nos players que os carros já trazem? Boa ideia.

E já que iPod é tão revolucionário, pq não tornar impossível para o utilizador tocar musicas em formatos livres (open source) que nos roubam negócio, MELHORES!, e desenvolvidos no século 21?
Bem, para isso tá lá o AAC com a mesma treta do licenciamento. O OGG Vorbis livre deixamos de fora embora o iPod o consiga tocar graças ao pessoal de linux (mas só para quem saiba). Sim, os que que realmente são bons no sentido Do No Evil.

Qnd a Apple veio com as publicidades do Mac contra o PC, bem, foi a gota de àgua e juntando isso tudo ao que já escrevi, resolvi tatuar (imaginariamente) na minha testa uma maçã podre.
Ver aqueles 2 mariquinhas a brincar na areia da creche, já farta.
PC's há muitos, muitos com Ubunto, Gentoo, etc... e dizer mal do PC assumindo que todos os PC's são Vista e XP, não é só aldrabice, é feio, porco e mau. Já para não falar no qnt afundam o rebanho na ignorância mais um pouco. É pena, pq o rebanho não tem a culpa.
Empresas assim: não obrigado. Ou vou obrigado e à força ou não meto os pés na maçã.

Não inovam qnd nos privam do que é possível e bom (Ogg Vorbis) apenas por capricho, nos privam do que já comprámos (ouvir uma música comprada onde quisermos), e qnd são hipócritas ao ponto de serem tão ou mais capitalistas que a Microsoft. Qnd escondida atrás de bom design talvez pareça inovação. Mas não é isso que o Vista é? ;)

Falem com um verdadeiro fã do openSource e do Linux e vejam qnts iPods e Macs é que ele tem. :D Onde a ideologia estiver, a maçã podre nunca está. Ou não devia estar. ;)
Ceder ao promovido é alinhar na brincadeira.

Teoria do Dia: antes de comer maçã, ver se tem minhoca. A Apple tem algumas e é por isso que deve ir directamente para o cestinho da reciclagem até que o seu controlo de qualidade trate da minhocada.

Aos fãs da Apple: Pá, peço desculpa se ofendo os gostos, mas para mim, a atitude tb conta. Eles estavam em muita boa consideração aqui por casa antes de começarem a mandar vir com o PC. Chegou a altura de vir aqui ao meu blog mandar vir com eles e com quem alinha com eles. :D

2007-10-02

Filosofia e Teologia

Filosofia e Teologia.
from Que Treta! by Ludwig Krippahl

Como disse que aceitava o convite [...] para uma discussão filosófica entre ateísmo e crença, queria esclarecer o que quero dizer com isto. Vou dar um exemplo de um dos meus filósofos preferidos, Bertrand Russell. Russell propôs que não é dever do céptico provar que algo não existe, mas sim de quem afirma a existência de uma coisa apresentar evidências que apoiem a afirmação. O exemplo que deu ficou famoso. É ridículo acreditar que existe um bule de loiça a orbitar o Sol entre a Terra e Marte apenas por não se poder provar que não está lá bule nenhum.

Este é um argumento filosófico. A questão da Trindade não é filosofia, é uma mera questão de facto acerca de um caso particular. Quantos deuses existem? Os católicos acreditam ser um que é três. Eu assumo uma posição por omissão favorecendo o zero que é mesmo zero. Mas esta questão é científica, no sentido original de conhecimento, se a abordarmos com curiosidade. Se questionarmos e procurarmos descobrir se Deus existe e quantos são. Ou então é uma questão de fé, se escolhermos um número e nos agarrarmos a ele. Seja como for, não é um problema filosófico.

O problema filosófico é mais profundo e abrangente. Neste caso, é determinar em que condições é legítimo afirmar que algo existe ou que tem uma certa propriedade. É este o problema que Russell discutiu, propondo que só é legítimo afirmá-lo se houver evidências para tal. Boécio simplesmente ignorou o problema, como era prática na escolástica medieval, e como é usual na fé e na teologia.

Se o Bernardo quer discutir filosoficamente temos que começar pela questão epistemológica da legitimidade destas afirmações. Seja acerca do que for, de Deus, de mim, ou do Super Homem, temos primeiro que acertar o critério para aceitar ou rejeitar uma afirmação. Não pode ser pela fé, pois ter fé é simplesmente aceitar a afirmação e é isso que queremos saber se é legítimo. Também não pode ser pela tradição ou pelo testemunho. O testemunho é a afirmação dada por outrem, e a tradição apenas a repetição dessa afirmação no passado. Nenhum destes é relevante para avaliar a afirmação.

2007-07-26

Copyright e Indignacoes!

O meu blog favorito tras-nos mais teorias para se pensar. Tenho de concordar com a barracada que sao as associacoes tais como RIAA e companhia. Eis pq:

O Ricardo Pinho (obrigado ao João Vasco pelo aviso) escreveu no Ensaio Geral (1):

«...investigações conjuntas da PJ e da ASAE tem resultado no encerramento de sítios nacionais de partilha ilegal de ficheiros protegidos por direitos de autor.
As reacções na blogosfera nacional, estranhamente, são de indignação contra as autoridades. [...]
Não me compete a mim explicar agora as vantagens da propriedade intelectual, e em como os direitos de autor são o garante da cultura da nossa civilização.»

Não é assim tão estranho. É que a blogosfera depende de ideias que não são tratadas como propriedade. Os protocolos de transmissão. O HTML e CSS. A própria ideia de fazer um blog. O Justin Hall não recebeu um cêntimo dos milhões de pessoas que copiaram a ideia dele. Pela propriedade intelectual haveria meia dúzia de blogocantos, e só para quem pagasse.

A nossa civilização também assenta em ideias que não são propriedade. A ciência. A política. A ética. A nossa cultura é essencialmente ideias que não são propriedade. O rock and roll, o barroco, a comédia, o impressionismo, as obras de Shakespeare e Heródoto, a ficção científica, o cinema. E já havia civilização e cultura antes da convenção de Berna em 1886.

Finalmente, a propriedade intelectual não é propriedade. Nem pode ser. A ideia ou é segredo ou é de todos. A minha casa é propriedade. Não podem usar um bocadinho dela para citação, não a podem usar gratuitamente para fins educativos, não passa a ser domínio público ao fim de um período, e não a podem usar à vontade para crítica ou sátira. Mas a ideia da minha casa não é propriedade.

O termo é enganador porque «propriedade intelectual» não tem nada a ver com ser dono de uma coisa. É uma miscelânea arbitrária de restrições. Não se pode copiar, excepto para uso pessoal. Pode-se vender em segunda mão se for um livro, mas não se for software. Pode-se cantar no duche mas não na rua. Pode-se partilhar a música com os amigos numa festa em casa mas não no clube recreativo.

E não se confunda civilização e cultura com aquela minúscula fatia que os tais direitos de autor abrangem e que, felizmente, deixa livre o mais importante. Mesmo se nos restringirmos à arte vemos que a verdadeira inovação não é protegida. Ninguém fica dono de um estilo novo ou de uma forma de expressão artística inovadora. Um Robert Leroy Johnson, para a propriedade intelectual, não vale mais que uma Mónica Sintra.

O Ricardo fala nas «vantagens da propriedade intelectual», mas não diz em relação a quê. Certamente melhor que um pontapé nas partes baixas, é ainda assim pior que muitas alternativas. Como não considerar crime a partilha de conteúdo digital para uso pessoal. A arte floresce da liberdade de expressão e de inspiração, e tem pouco a ganhar prendendo quem dela quer usufruir. À lei podemos dar melhor uso, porque há por aí coisas mais perigosas que miúdos a gravar DVDs. E não se iludam com a treta de incentivar a inovação recompensando quem vende mais cópias.

O que mais se pode dizer, nao acham?

Experienciar o q mesmo?

O Ludwig, no seu blog ktreta, deu mais uma chapadinha da religião.
Este foi mais um dos seus brilhantes posts, do qual eu faço minhas as palavras dele... mais ou menos. :)

Uma justificação para a fé religiosa é que não podemos ter evidências de algo que nos transcende, e por isso é necessário acreditar. Curiosamente, outra é precisamente o oposto: tem fé quem já sentiu a presença divina. O leitor que assina «NCD» comentou (1):

«ó Ludwig, o problema é que para quem viu os mamilos da lontra não vale a pena insistir na ideia que eles não existem.
Por muito estranho que isto possa parecer as pessoas que acreditam em Deus não o fazem porque os condicionaram a isso de uma forma ou de outra mas porque O experimentaram, [de] uma ou de outra forma.»

Mas a forma é quase sempre a que aprenderam em criança. A experiência dos Hindus não é Cristo, dos Muçulmanos não é Buda, dos Cristãos não é Allah. Mas há um problema mais fundamental. Para afirmar ter visto mamilos de lontra é preciso saber duas coisas: o que são lontras, e o que são mamilos. Por isso a quem diz ter tido uma experiência directa de deus pergunto: o que sabe desse deus para o reconhecer?

Não peço provas irrefutáveis. Peço apenas uma forma de distinguir entre sentir mesmo um deus ou julgar que se sentiu um deus mas ser engano, epilepsia no lobo temporal, ou outra coisa qualquer. E aqui costuma entrar a desculpa do amor: sentir deus é como estar apaixonado. Se estamos, sabemos o que é, e a quem não está não se pode explicar. É sempre comovente, esta explicação.

Mas não satisfaz. A paixão é um estado interno. Claro que senti-la diz-nos muito acerca do que sentimos. Mas considere-se tudo o que vem associado e que imaginamos acerca do objecto da nossa paixão. O seu carácter, a sua lealdade, a simpatia, como somos feitos um para o outro, e tantas outras coisas que, se nos fiarmos só na paixão, nos vão meter certamente em maus caminhos. Até a sua existência. Lembro-me, em miúdo, de estar apaixonado por uma princesa de um filme qualquer. A paixão era real. A princesa nem por isso.

«A experiência deles não lhe serve? O problema é seu. Não me verá tentar fazer nenhum ateu mudar de opinião. Já estive desse lado e sei que a mudança é pessoal. Mas não nos insultem.»

Mudar de opinião é pessoal. A questão é acerca do que justifica mudar ou manter uma opinião. Mas como não quero insultos proponho um acordo. Não me vou sentir insultado quando me disserem que por uma experiência pessoal se sabe que deus é Jahvé, teve um filho que era ele próprio, nasceu de uma virgem, morreu, ressuscitou, e entretanto o papa é infalível. Em contrapartida, não se ofendam se eu disser que isso é treta.

Obviamente que isto da Experiencia Religiosa tem muito que se lhe diga, e é por isso que há-de aparecer por aki a minha versão da história... muito parecida mas mais sarcástica! lol ;)

Emocao, Salva Vidas e WT

No post anterior em que falei de WT (wishful thinking), negligenciei propositadamente a emocao (o post ficava mto grande). Previlegeei a logica, e hoje vou tentar explicar porque. Nao acho que a Emocao seja inutil, acho-a tao importante qnt a logica, mas cada coisa no seu lugar. Nestas coisas, e' muito dificil arranjar um preto no branco generico. Talvez exista um preto no branco para cada um de nos... Para os mais destemidos amantes da logica talvez. ;)

A minha teoria de hoje e' sobre a Emocao.
A emocao, segundo uma definicao bem geral, e' um impulso neuronal que move um organismo para a accao.
Por outras palavras, e' algo que sentimos dentro de nos e que nos leva a fazer ou a querer fazer determinada(s) coisa(s).
Qnd vemos um cachorrinho pequeno a dar as primeiras passadas, todos nos, mais ou menos sabemos reconhecer a emocao que nos leva a querer toca-lo e protege-lo. Nao direi que se trata duma emocao, mas direi que se trata de varias.

No post sobre WT, a logica foi a grande vencedora.
Se eu vir um leao pequenino recem nascido, tb tenho vontade de o tocar e proteger. O certo certo e' que se o pai leao ou a mae leoa la estiverem a olhar para mim, eu vou mandar as minhas emocoes darem uma volta e fico mas e' na minha. A mais simples das logicas juntas com algum Discovery Channel fazem a maravilha da sobrevivencia, que caso contrario daria resultados desastrosos, ja para nao dizer magnificamente estupidos.

Mas isto quer dizer que tudo no mundo deve ser vivido apos filtrar e avaliar logicamente toda e qualquer emocao?

Em principio sim, mas nao :) :
Eu acho que a emocao e' uma logica (simples, basica e incompleta) que esta' impressa em nos, humanos, e no nosso ADN como mecanismo de sobrevivencia que hoje em dia nao funciona (o mecanismo) da mesma maneira que precisava funcionar qnd essas emocoes foram impressas no nosso ADN.
Umas vezes atendemos demais 'a emocao, outras em falta. Qnd sentimos que algo nao esta' bem e nao sabemos bem pq, normalmente e' pq nao esta'. E' no descobrir que esta' o segredo.
A raiva (emocao) que sentimos por quem nos agride, a satisfacao (emocao) que sentimos por quem nos satisfaz, tudo sao maneiras de nos fazerem agir para nosso bem, e raramente para nosso mal.

E' a (ma') racionalizacao das emocoes e dos seus significados, e as suas falhas na logica do seu raciocinio que por vezes nos levam a acertar bem longe do alvo no que toca a decisoes, por vezes acertando mesmo no pe':
Ver alguem a ser-nos infiel e achar que a pessoa depois muda, mesmo que ja nem seja a primeira ou segunda vez que isso acontece, etc, tudo isso sao tiros ao lado. Tiros que acertariam bem no alvo se deixassemos a pura das logicas funcionar.

Bem, isso, e um esforco enorme gasto a combater o WT que esta' sempre metido ao barulho nas decisoes erradas tomadas por impulso.
As emocoes tem origens logicas. Essa e' a minha teoria, pois as consequencias emocionais de quem nao gosta de logica tb sao bem pesadas e notaveis na vida desse tipo de pessoas.

Como pessoa racional que gosto de pensar que sou, o meu conselho e': sejam racionais, mas nao metam a emocao de lado. Misturem tudo o melhor possivel, e aprendam a meter o WT no lixo. O resto vem naturalmente.

2007-07-25

Wishful Thinking

Wishful Thinking (WT), e' qnd damos por nos a racionalizar coisas de modo a tentar trazer a solucao ideal a determinado problema de encontro 'as nossas atitudes correntes em vez do contrario: mudar as nossas atitudes para ir de encontro 'a solucao ideal. Nao e' so' isto exclusivamente, mas e' sobre esta parte do WT que quero tentar fazer aki a minha teoria do dia.

Exemplo:
1. Fumar faz mal.
2. Eu fumo.
3. Eu faco mal (a mim proprio e a outros).

Perante isto, e' facil perceber que a proposicao 3, e' uma deducao logica (e por isso correcta) da proposicao 1 e 2. Quem estudou logica ou mesmo filosofia de Secundario deve ou deveria saber isto. Ainda assim, pessoas com um bom senso realmente bom, tb conseguem la' chegar.

Depois vem o WT no seu melhor:
4. Fumar de vez em qnd nao faz mal.
5. Eu so fumo qnd quero.
6. Quem esta' mal que se mude.
... e a lista do resultado do WT continua e em nunca na lista de um pensador adepto do WT aparece "vou deixar de fumar ja".

Aparece sempre:
"Um dia, deixo de fumar..."
"Na passagem de ano..."
"Qnd acabar o curso..." (pq estudar stressa mas trabalho e' canja)
etc etc... E amanha e' sempre um mau dia para deixar.

O verdadeiro fa de WT tem sempre sempre mas sempre uma razao (originada pela arte de WT) pronta a justificar a falta de accao.

Eu tb sofro de WT. Felizmente so quem nao sofre de WT nas areas onde eu sofro me relembra de vez em qnd que estou a meter a pata na poca. A esses amigos, um obrigado!
Mas isso nao me impede de vir aki declarar guerra ao WT. ;)

Mas donde e' que esta teoria nasceu?
Nasceu da minha necessidade de aproximar os amigos uns dos outros incentivando-os a usar ferramentas que facilitam a gestao de tempo (tempo esse que eles proprios se queixam de nao ter), para que sobre algum para as amizades.
Qnd tento, encontro sempre montes de WT a tentar racionalizar que nao ha "vontade" ou "tempo" para fazer algo concreto. Vale mais deixar como esta'. Um dia faz-se... Hoje nao ha' tempo. Tecla-se qnd der, a vida esta' dificil, casados e com filhos, e a lista aqui tb continua.

(0. Desperdicar e' mandar fora aquilo que ainda tem utilidade.)
1. Evitar desperdicio mantem-nos com mais daquilo que iamos desperdicar.
2. Gestao evita desperdicios.
3. Google Calendar gere tempo.
4. Eu tenho falta de tempo.
5. ?

A proposicao 1 e' verdadeira. A 2 tb e' verdadeira. A 3 e' verdadeira. E o resto? Ca' vai:
Se se aplicar a vcs a proposicao 4 e o objectivo for encontrar uma solucao 'a falta de tempo, qual sera' a 5 se nao se usar WT? ;)

2007-07-10

Como tudo começou!

Os religiosos vêem-se muitas vezes na posse duma Verdade altamente reconfortante (só se for para eles!): Deus (ou outro ser qualquer) criou o Universo.
A ideia brilhante e modesta de se achar que se define a origem de tudo a partir de um só livrinho (Bíblia, Corão e afins...) é fantasticamente brilhante.
É por isso que de vez em quando passo por um post como o que vou apresentar, e fico altamente feliz ao reafirmar a minha ideia de que os religiosos que acham que um deus criou o universo são realmente doidos... ou só ignorantes. Cá vai disto:

"Ao contrário.
Um leitor anónimo indicou um artigo no Sol sobre uma proposta para se ensinar criacionismo na Alemanha (1). A politiquice do costume. E esta treta mais uma vez, citando o deputado Norbert Geis:

«Ao chamar a atenção para o facto de que a bíblia atribui a criação do mundo a uma instância superior, é possível transmitir aos jovens que a ciência não pode garantir a última verdade»

Nada pode garantir isso. Durante mais de mil e quinhentos anos julgava-se que sim. A autoridade determinava a verdade. A Bíblia, Aristóteles, o Papa, os doutores da Igreja. Para saber alguma coisa consultava-se a autoridade. Uma vez que a autoridade desse a verdade última podia-se deduzir consequências com a lógica aristotélica, mas observações eram só a título de exemplo e de pouca importância. Aristóteles disse que as mulheres eram seres inferiores e tinham menos dentes. Se ele disse, era verdade. Ir contar só baralhava e era perda de tempo.

E foi a consultar livros bolorentos e senhores de idade que o Cristianismo fez avançar o conhecimento na Europa. Em 1586 trouxeram para a praça de São Pedro um obelisco que estava soterrado a poucas centenas de metros dali. Uma demonstração impressionante da tecnologia ao serviço da Igreja. Mil homens, dezenas de cavalos, gruas, e um Domenico Fontana nervosíssimo porque se aquilo corresse mal faziam-lhe a folha. Uma façanha sem igual desde o tempo dos romanos, que tinham trazido o obelisco do Egipto dezasseis séculos antes. Era o progresso.

Depois a coisa começou a dar para o torto. Afinal nem tudo orbitava à volta da Terra. Os planetas tinham órbitas elípticas e não circulares. Surgiam cometas e estrelas onde a autoridade afirmava ser tudo imutável. Cada vez era mais óbvia a treta da autoridade. Os descobrimentos e o lento progresso tecnológico por tentativa e erro (nunca a autoridade revelara como construir pontes ou caravelas) permitiram uma nova forma de compreender as coisas. Que tal virar o sistema ao contrário, perguntaram alguns como Galileu. Para ver se algo é verdade, experimentamos. Rolamos bolinhas, contamos o tempo, medimos os ângulos, e em três séculos temos internet e já fomos à Lua.

A maior descoberta foi que o mundo que nos rodeia tem muito mais informação que o umbigo. Mesmo que seja o umbigo de um santo ou de um filósofo. Mas alguns ainda insistem nesta treta da verdade última e na teologia como forma complementar de compreender. Não é. Usar a vassoura ao contrário não é uma forma complementar de varrer. É asneira. O cabo não varre nada e as cerdas só espalham pó. Derivar o conhecimento da autoridade é fazer as coisas ao contrário. É o conhecimento que obtemos por observação que nos dá autoridade para dizer o que é e o que não é.

Mas têm razão numa coisa. A ciência nunca dará a sensação de termos a verdade última. Essa sensação só vem da ignorância."
do blog Ktreta, escrito por Ludwig Kripphal

Com isto dito, peço obviamente desculpa se ofendo algum leitor, mas as verdades tem de ser ditas, e as mentiras, fé e superstição combatidas. A religião está errada, não dá sentido à vida, rouba tempo precioso a quem investe tempo nela (que podia usar p aprender coisas da maneira certa), é baseada em nada mais que palavras: está sim a ocupar espaço... nada mais. A sensação de que ajuda (e agora faço minhas as palavras do Ludwig:), essa vem da ignorância. :)

O resto não sabemos,
mas um dia talvez descubramos...
não hoje, nem amanhã: um dia.

2007-06-28

Religião e Lavagem Cerebral - Parte I

Bem, eu estava mesmo inclinado para escrever sobre a pena de morte neste post como teoria do dia, por assim dizer, mas fui interrompido com um assunto que me interessou mais e que acho merecedor de mais atenção.

Como alguns devem saber (principalmente os que me conheçam minimamente...), sou ateu anti-teísta ou ateu anti religião. Não anti religiosos, cuidado! No entanto, menciono isso apenas porque esta teoria (teoria do dia) tem muito a ver com a aderência de seres humanos às religiões.

Antes de fazer a ligação entre religião e lavagens cerebrais, vou poupar algum tempo e muita escrita, mostrando apenas 1 vídeo que não só vou juntar ao meu manifesto anti religião como vai complementar a minha teoria adicionando-lhe um gostinho mais agradável, além de lhe conferir também mais resistência a argumentos pro religião que vão ter pouco a dizer qnd se vê um vídeo assim:



Agora vou contar até 5 para dar tempo aos leitores de respirar fundo.
1...2...3...4...5! Já está.

A minha teoria é: nenhum ser humano adulto com uma capacidade de raciocínio mediana alguma vez aderirá a uma religião se só depois de adulto tiver o seu primeiro contacto com a religião em questão.
A excepção são os seres humanos com falta de modéstia.

Não estou a dizer com isto que os religiosos são todos arrogantes. O que quero dizer é que uma pessoa que quer ter 100 milhões de euros e tem 99, tem falta de dinheiro, no entanto, por ter falta de dinheiro não passa a ser pobre. É preciso manter a teoria limpa de más interpretações.
Aliás, eu nem devia temer nada de religiosos, pois eles são todos amor e carinho ao próximo e não se ofenderiam mesmo se interpretassem a frase com uma insinuação de arrogância por parte deles, mas a verdade é que se ofendem... vá-se lá entender!

Voltando ao vídeo e à justificação da minha teoria de hoje:
Eu não acredito que eu tenha sequer 1 leitor com pais religiosos que na idade da criança que aparece no vídeo não soubesse também quem era o menino Jesus ou Deus.
Só por si, isso prova que a esmagadora maioria de nós (eu era "religioso" naquela idade também!) é absorvida pela lavagem cerebral que é o contacto com a religião que nos é imposto pelos religiosos (nossos pais ou não!). É o resultado natural de não termos um espírito crítico maduro, nem capacidades de raciocínio típicas de um ser humano adulto. Estamos a caminhar para lá qnd nos apanham indefesos.

Alguns de nós escapam mais tarde à lavagem qnd têm contactos relevantes com a beleza da ciência experimental, teórica e tocável. Mal vemos àgua a evaporar numa aula de química e aprendemos a calcular matematicamente o tempo que demora, isso mostra a alguns de nós que há um plano qualquer que se pode aprender sem ter de meter joelhos no chão duma igreja, ou de repetir rezas antes de ir dormir. É só preciso pensar e aprender. Mais nada.

Aquilo que solidifica a religião num adulto, é a falta de modéstia à qual me referi mais atrás.
Se o adulto "lavado cerebral em criança" não tem contacto (ou não tem contacto suficiente) com a ciência, então o mundo, o universo, a química, a física, a biologia, enfim, a natureza e tudo o que pela ciência já se explica, vai parecer bem mais complexa para essa pessoa que para um estudante "oficial" da natureza, ou seja, alguém que não reza para aprender, mas que estuda, percebe, pensa por si, "faz exames" (ve testada as suas aprendizagens, portanto) e passa (e vê validado o objecto aprendido).

Qnd a falta de modéstia finalmente se manifesta, o resultado da lavagem cerebral manifesta-se em todo o seu poder em mil e uma variantes desta afirmação muito típica de não ateus:

"Tem de haver qualquer coisa superior.
A Natureza é demasiado complexa."

Tem de haver. Pq? Porque sim e nada mais. Pq a pessoa não gosta da ideia de que certas coisas são demasiado complexas para si. Que certas coisas eram complexas para os macacos, que certas coisas eram complexas para os homens primitivos, que certas coisas eram demasiado complexas para os gregos, para os romanos, e que certas coisas são demasiado complexas para toda a gente hoje, e que muitas outras serão sempre demasiado complexas para os seres humanos de amanhã, do século seguinte, etc.

Se (coisas) forem demasiado complexas para todos os religiosos que partilham da afirmação, então assim partilha-se um espírito de normalidade entre religiosos. Se o mundo já tivesse parado de evoluir não saíam carros melhores, não se usavam telemoveis mais potentes, e tudo já tinha estagnado. É assim que vêem o mundo amigos religiosos que partilham da tal frase mágica?
Os religiosos que partilham da ideia de que Deus tem de existir pq o Universo não pode vir do nada (que sabem eles sobre o Universo? Ou eu? Ou qq pessoa?) esquecem-se convenientemente de perguntar: "Se o Universo não pode vir do nada, será que Deus pode?". Deus sempre existiu, dizem alguns menos modestos que andaram com Deus na escola qnd Deus era pequenino. lol

Eu opto pela modéstia. Somos primitivos. Ainda não saímos da nossa colmeia que é o planeta terra. Ainda não voámos para lá da nossa colmeia. Somos larvas e ainda não temos asas.
O Universo? Bem, se eu fosse formiga aqui no chão de minha casa, faria sentido pensar na existência ou criação dum planeta Terra que nem sei que existe?
Exacto. É o único comportamento realmente sensato a ter: assumir que não sabemos e saber que vamos morrer não sabendo, tal e qual como a formiga morre sem dar uma volta à Terra para ver que é redonda ou que gira à volta do sol.
E se Deus faz coisas que é suposto a humanidade nunca perceber, então como é que sabemos isso? ;)

Espero que os meus leitores nunca lavem os cérebros a criancinhas, e que tenham o sentimento de respeito de falar sobre isso com elas tal e qual como falam de sexo, de impostos ou de política: na altura certa! Não se deixem cair na estupidez que é pensar que as crianças devem ter de saber da existência dum criador de tal universo (sim o que é demasiado complexo para vcs, pais, mas não para as vossas crianças). Depois deixem que eles escolham por si onde se encontra a verdade do Universo. Não passem por arrogantes ao pensar que sabem o que é o melhor para toda a gente, principalmente qnd se trata de religião. Se a religião estiver mesmo correcta (ahaha!), eles tornar-se-ão religiosos de qualquer maneira, não temam, respeitem. ;)

Já agora, e se não vos consegui fazer mudar de ideias,
leiam-lhes (e vcs tb) esta bíblia então. Vem com notas muito boas!
Continua...
NOTA: Fim da seccao de Posts. Para mais teorias, consultem a seccao dos Arquivos onde esta' o restante conteudo do blog organizado cronologicamente, ou, se preferirem, consulta as teorias por categoria na seccao das labels (labels estas, explicadas anteriormente na coluna principal do blog principal tsnacio.blogspot.com).