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2009-06-12

Bill Maher quote on the middle east.

"We're never going to have peace in the Middle East
until Muslims, Christians and Jews
get over their angry, sex-hating, desert gods
and let themselves get laid." - Bill Maher

2009-04-25

2009-04-07

Conversao!

Qnd vi este video de Richard Dawkins, fiquei convencido que ter gasto horas a discutir religiao so' me fez bem. Fiz bem em ter mostrado a alguns moderados que religao e' perigo. Mas nao faco o suficiente.
A nacao mais rica, mais poderosa e mais poluente do mundo, tem lideres no Congresso que qnd questionados sobre Aquecimento Global, respondem assim:



Resumindo:
Richard Dawkins ja mostrou que gente inteligente normalmente nao e' religiosa. E mostrou com factos, nao com opinioes. A Academia Nacional de Ciencias Americana so la tem as mais brilhantes mentes da ciencia americana e so la tem 7% de gente religiosa. 93% de certeza que os espertos nao papam religiao. Gente menos inteligente ou menos educada, normalmente cai na armadilha.
Tornei-me anti religioso porque receio lideres infaliveis como este Shimkus. E' um perigo ter gente religiosa com poder. Agora, ate' os moderados e ateus passivos tem culpa: afinal, eles sao os espectadores que veem estes anormais tomarem as redeas do destino sem fazer nada sobre isso. Se calhar esta' na hora de... como diz Dawkins... deixar de respeitar a estupidez da religiao.

Converti-me. A minha fe' vai toda para os 93% de genios ateus / agnosticos que a National Academy of Science tem aqui nos EUA. Os outros 7% enganaram-se. Pastores nao fazem o meu genero. So' ovelhas precisam pastores. Agora sou, como diz Bill Maher: an anti-religionist atheist.

2009-04-01

2009-03-20

Religiao, Sexo, Ratzinger e Sida!

O Papa Ratzinger, lider infalivel de muitos cristaos, disse publicamente que os preservativos nao resolvem o problema da sida. Ate' aqui tudo bem. Um preservativo nao resolve o problema da sida se ja a tivermos, nem serve de cura para nada. Mas depois, Ratzinger foi mais longe e disse que o preservativo ate' piora a situacao. Vou-me conter e nao comentar a estupidez desta afirmacao e passar ao ponto seguinte.


Muita gente com fe' religiosa acredita na religiao que segue. Outros irao mesmo acreditar no Papa que seguem, e alguns desses se calhar ate' vao deixar de usar preservativos pq o Papa disse que piora a situacao. E talvez alguns desses ainda passem a mensagem aos seus filhos! Ao seguirem o conselho do Papa, se calhar ate' vao ter a sorte de mandar uma queca com alguem com sida.

Outros, perguntam-me pq sou tao bruto contra a religiao. Esta afirmacao do Papa e' uma das razoes. Nao ha razao na religiao. Ha' ignorancia e arrogancia. Quem segue lideres religiosos destes tem de ser capaz de desligar o cerebro e nao pensar, ou ser muito ignorante e decidir seguir o Ratzinger apenas por fe'. Fe', aquela sensacao gostosa que se tem qnd se decide nao pensar, nao questionar, nao racicionar e nao provar nada daquilo que nos dizem.

The Daily Show With Jon StewartM - Th 11p / 10c
Pope Says Condoms Make HIV Crisis Worse
comedycentral.com
Daily Show Full EpisodesImportant Things w/ Demetri MartinPolitical Humor

Qualquer religiao e' perigosa, ser religioso nao e' coisa de ser humano do seculo 21, mas... enfim, nisto de sexo, certamente que o Ratzinger sera' entendido no assunto. Como diz o Jon Stewart: Dizer que a proteccao dum preservativo piora a situacao vindo de alguem que anda num carro com vidros 'a prova de bala... o que se segue? Fumar para curar o cancro e heroina ao pequeno almoco para acordar mais bem disposto?

2009-03-03

Stephen F. Roberts said:

"When you understand
why you reject all other gods,
you will understand
why I reject yours as well."

2008-07-18

Ate' um bebe' percebe que e' treta:

Ricky Gervais meus caros!


Brilhante.

2008-07-14

George Bush e a Religiao

10th Anniversary of International Religious Freedom Act

Era esse o topico na TV no canal equivalente ao AR TV que temos ai em PT. Aqui e' o C-Span.
Bush e' estupido.
Eis pq, com as palavras dele:

"A liberdade de cada um adorar o seu proprio deus, e' a liberdade e o direito mais importante de qualquer homem".

Para manter o post curto, vou manter a arrogancia religiosa do Presidente dos EUA de parte, por me ter incluido no grupo "qualquer homem". Nao obrigado!

Mas na minha cabeca prefiro antes desse direito e liberdade, os seguintes que tenho como mais importantes que a adoracao de amigos imaginarios que so existem na cabeca de quem acredita deuses sao: o direito 'a vida, 'a eutanasia, ao aborto, ao divorcio, a dizer asneiras, a partilhar o que eu quiser, 'a liberdade de expressao, ao consumo de drogas e ao uso do meu corpo como eu quiser, 'a educacao, 'a saude, 'a integridade fisica, e 'a propriedade... sao os que me vem 'a cabeca assim de repente.
Depois do direito de cocar os tomates em publico, talvez venha a necessidade de adorar um deus.

A unica outra coisa que me vem 'a cabeca como importante
e' a necessidade de ver um lider destes
reformado, e depressa!


2008-04-27

Antes honesto que humilde!!

E por falar em religiao vs ciencia:
Como isto nao e' uma teoria minha, aqui fica simplesmente o link para uma perola da internet que me fez ficar mais satisfeito depois de a ler, por simplesmente ja' concordar com tudo antes de ler.

O que se segue e' o copy paste do link:
No debate de ontem várias pessoas sugeriram que a ciência deve ter a humildade de admitir que Deus é possível. Mas humildade é a «virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza»(1). Fica bem, mas nem é dever (é virtude) nem útil para a ciência. Por isso proponho deixar a humildade ao critério de cada um e invocar, em vez dela, o dever de ser honesto. Esse cabe a todos.

Ninguém honesto se considera infalível, na ciência ou fora dela, e admitir a possibilidade de erro exclui certezas definitivas. Há sempre questões em aberto. Mas apesar da resposta honesta ser provisória a dúvida não precisa paralisar-nos. Na prática, podemos suspender as questões até que se justifique o contrário. Temos a certeza que a casa não está a arder e estragava os nervos a qualquer um questioná-lo a todo o momento. Mas esta certeza é provisória e basta o cheiro a fumo para a desfazer.

A opinião honesta admite que as nossas crenças podem estar erradas, que o que parece às vezes não é e que todas as certezas são questionáveis. A opinião honesta não se baseia em premissas inabaláveis mas sim em perguntas pertinentes. Há quem critique a ciência por ser questionável, por não responder a tudo, por levantar dúvidas ou mudar de ideias mas isso não é defeito. É o preço da honestidade.

E a ciência justifica certezas provisórias acerca dos deuses. Não há Zeus no monte Olimpo nem um escaravelho gigante a rebolar o Sol pelo céu. Alguns dirão que isto é diferente do Deus católico porque podemos olhar para o monte Olimpo e para o Sol e ver que não estão lá estes deuses. Mas não é isso. Podemos não ver os outros deuses por erro nosso e se calhar até existem. Não temos uma certeza definitiva. O que justifica suspender a dúvida é a existência destes deuses levantar mais questões sem resposta que a hipótese contrária. Se estão lá porque é que não os vemos? O que é que estão a fazer? Para que servem a hipótese e o que é que explica? Se os rejeitarmos há menos perguntas em aberto.

O Deus transcendente sofre do mesmo problema. É como a possibilidade da casa estar a arder com um fogo invisível e inodoro. Não a rejeitamos por ter provas em contrário mas porque o fogo invisível deixa mais questões em aberto que a hipótese de não haver fogo nenhum. Neste momento passa-se o mesmo com Deus. Pode não ser humilde, mas é honesto da ciência rejeitar Deus por deixar em aberto mais questões que a sua inexistência. A hipótese de Deus não responde a nada que a sua negação não responda igualmente bem e levanta muitas questões acerca do que Ele é, do que faz, porque o faz, qual o seu propósito e assim por diante.

E pode ser humilde acreditar em Deus. Talvez venha daí a virtude que dá a cada um o sentimento da sua fraqueza. Mas o mais honesto é concluir que Ele não existe. A certeza é provisória, admito, mas também não vou gritar “Fogo!” sempre que faltar prova irrefutável do contrário.

2008-01-08

Baptizar criancinhas? Nao, obrigado.

Nesta altura da minha vida em que muitos dos meus amigos se estao a reproduzir, alargar familia, etc, senti-me inspirado a partilhar o porque de baptizar criancas ser mau.
Fui baptizado, tenho umas fotos engracadas desse dia, e hoje que penso como penso e sei o que sei, acho q os meus pais falharam nesse aspecto da minha educacao. Pq?

Depois de ja ter ouvido (mais que uma vez) de certas pessoas que baptizam, que a razao pela qual o fazem e' pq acham que e' o melhor a fazer, vou acrescentar algo mais do que acrescentei na altura. Na altura respondi que pensar que se esta' absolutamente correcto nesses assuntos e' falta de modestia, mas nao me expliquei bem.

Num post num dos meus blogs favoritos, aparecia um comentario estupido excelente:

«Os pais são livres de dizer muita coisa aos filhos [...] porque necessitam de os educar proporcionando-lhes as melhores condições para o seu desenvolvimento [...]. Os pais têm o direito de educar os filhos de acordo com as suas convicções morais e religiosas, tendo em atenção o ambiente cultural da sociedade em que vivem e como fundamentos o bem estar e a dignidade das crianças.»

Ao qual a resposta perfeita foi:

Os pais “necessitam” de educar os filhos. Obviamente, não é uma necessidade fisiológica. É uma “necessidade” moral. Ou seja, é um dever. O que o [comentador] quer dizer é que os pais têm o dever de zelar pelo desenvolvimento e bem estar das crianças, a bem das crianças. Este dever não é compatível com o direito de educar as crianças como os pais entenderem. Por isso proponho que esse direito não existe. O [comentador] continua a confusão:

«Uma educação religiosa dirigida para crianças [...] debruça-se sobre conceitos como amor, amizade, ajuda ao próximo e deve desenvolver uma atitude de não-violência. Nada disto é errado e tem aspectos muito positivos porque permite que a criança se integre harmoniosamente na sociedade em que vive e adquira valores que são comuns a pessoas que não têm educação religiosa.»

É evidente que os valores comuns a pessoas que não são religiosas podem ser transmitidos sem educação religiosa. Nem é preciso a história de um deus torturado até à morte para ensinar amor, amizade, ajuda ao próximo e não-violência. Até porque a melhor maneira de ensinar crianças é pelo exemplo. É amando-as que elas aprendem a amar, ajudando-as que elas aprendem a ajudar, e a receita para filhos que não sejam violentos é simples. Não lhes batam. O pai que castiga aos tabefes o filho que bateu num colega está, no mínimo, a baralhar a criança com a contradição.

E isto traz-me à conversa que tive ontem. Argumentou o meu amigo que baptizar ou não é apenas uma diferença de crença e, seja como for, não faz mal nenhum à criança. Engana-se. Baptizar a criança como hindu, católica, protestante ou muçulmana difere realmente apenas na crença. Mas deixar que a criança decida quando se sentir capaz de o fazer é fundamentalmente diferente.

E faz mal porque é importante ensinar-lhe que todos têm o direito às suas opiniões. Sem aprender que é legítimo os outros discordarem de nós será difícil amar, ter amigos, integrar-se na sociedade e ser uma pessoa decente. E sem aprender que é legítimo ter uma opinião própria, mesmo que discorde dos outros, será difícil aprender a ser uma pessoa autónoma. Como tudo o resto, as crianças têm que aprender isto pelo exemplo.

Marcar um recém-nascido como pertença de um deus ou de uma igreja é um mau exemplo. As palavras dos pais dirão à criança que tem que respeitar a liberdade de consciência dos outros, mas o exemplo diz-lhe que a liberdade de consciência é treta. As palavras dos pais dirão à criança para aprender a pensar por si e ter as suas opiniões, mas este exemplo diz à criança que as opiniões importantes são fornecidas por alguém com mais autoridade. E quando crescer fará o mesmo aos seus filhos. Vai repetir as mesmas palavras, e dar o mesmo exemplo.

É verdade que há rituais religiosos bem piores que deitar água na cabeça. Admito que a minha oposição a baptizar crianças é uma questão de princípio. Mas são os princípios, estes valores fundamentais, que temos que transmitir aos nossos filhos. Pelo exemplo.

E' por estas e por outras que digo a toda a gente que baptizar os filhos e' foleiro, mau, ma' educacao e falta de respeito (e isto sem referir que no meu tempo vestiram-me um vestido! Sim, saia! Sou um gajo, pa!).
Se nao querem querer que a religiao e' treta, ensinem-lhes pq acham que nao e', mesmo que isso signifique esperar ate' que eles compreendam tais assuntos - respeito! E mesmo que isso tb signifique nao ver a pobre crianca vestidinha de branco na igrejazinha com a familia, por muito emocionante que isso seja para certos pais religiosos. Depois, respeitem a sua vontade, qnd tiverem maturidade, inteligencia e idade para assumirem eles se querem pertencer ao tal deus em que os seus pais acreditam.

Mas no final, se houverem surpresas, vao ter a certeza absoluta que respeitaram as crencas dos vossos filhos, pois ensinaram-lhes a criar as suas, e nao a ter de comprar 'a forca as dos seus pais (ou as de outra pessoa qualquer!). ;)

Teoria do Dia: Baptizar criancas e' errado. Ensina-las dando-lhes que pensar e deixa-las escolher por si: nem por isso.

Afinal nunca ninguem disse que nao se pode ser baptizado aos 20, aos 30 ou aos 300 anos de idade... :D Para que tanta falta de respeito pressa?

2007-12-21

Os 4 Cavaleiros

Nota: Uma delícia de post para ser apreciado com tempo... (2 horas).
Da esquerda para a direita:
Christopher Hitchens, Daniel Dennett, Richard Dawkins e Sam Harris.


hora 1


hora 2

Com gente a falar assim tão bem, acrescento eu o q? ;)

2007-11-09

Apoiar Herois (Stewart e Hitchens).

Devemos apoiar os nossos herois.
Aqui ficam 2 deles.



Alguem sabe se o livro ja anda traduzido por Portugal?
(Quero oferecer 1 ou 2 a umas pessoas que eu ca' sei... hehehehe)

2007-10-31

Temos Imperador?

A Teoria do Dia e' bastante simples. Qnd se tem um chefe religioso a tentar convencer a populacao do planeta Terra que o segue, que se pode decidir nao fazer seja o que for desde que essa accao (neste caso a falta dela) seja protegida pela fe' e pela treta que a religiao e', entao temos o inicio da transformacao que aparece na foto ao lado. Alias, ate' na foto as semelhancas sao incriveis. E sem mais demoras, direitos ao assunto:

O papa dos católicos romanos quer que os farmacêuticos aleguem «objecção de consciência» para não venderem a «pílula do dia seguinte». Duvido que os comerciantes do ramo dos medicamentos concordem em reduzir o âmbito do seu negócio, mas é divertido imaginar um mundo onde todos pudéssemos invocar «objecção de consciência» em cada aspecto da nossa vida profissional. Por exemplo: os médicos poderem recusar-se a fazer transfusões de sangue; os comerciantes poderem recusar vender fosse o que fosse a homossexuais, ou a mulheres com a cara destapada; os vendedores de calendários poderem recusar fornecê-los a casais que os utilizassem na sua estratégia contraceptiva; os professores poderem negar-se a ensinar a teoria da evolução; os produtores de vinho poderem recusar vender carrascão para ser usado nas missas católicas... Pensando melhor, o mundo da «objecção de consciência» de Ratzinger não parece divertido: parece assustador.


Mais palavras para q, nao e'? Afinal, nao se podia esperar outra coisa qnd a ideia vem do centro de algo que foi criado com base na tanga.

2007-10-24

Religião e Lavagem Cerebral - Parte II

Se a isto não se puder chamar loucura:



...a que é que se pode chamar, então?

Religião e Lavagem Cerebral - Parte I

2007-10-19

Pontaria Divina.

Há quem diga que Deus é um ser perfeito...
Na SIC apareceu esta notícia hoje:

Tornado na Florida
Tempestades violentas destruíram uma igreja que acolhia crianças Um tornado atingiu ontem à noite a localidade de Pensacola, na Florida, Estados Unidos. Vários edifícios ficaram destruídos.

Tempestades violentas provocaram a destruição de uma igreja que acolhia crianças. Alguns bairros ficaram sem electricidade e as chuvas torrenciais inundaram várias ruas. A população tenta agora repor a ordem com a ajuda dos bombeiros e das autoridades norte-americanas.

Como se não chegasse conseguir acertar com um tornado numa igreja, foi tb preciso escolher a igreja que tinha criancinhas.

Adivinham qual é a Teoria do Dia? Acertaram...
Se Deus (existisse) fosse perfeito,
a sua pontaria tb o seria!

Àqueles que querem provas de que Deus não exista: esta notícia ajuda qualquer coisa.
Como digo e repito: RSS Feeds é que está a dar.

2007-10-13

A etica obriga-me...

Ja se sabe que com religioes nao se vai a lado nenhum. No entanto, hoje, e por muito que tente escrever sobre outras coisas, foi-me impossivel, por razoes eticas, deixar este assunto de parte:

No Publico (jornal) apareceu esta noticia 'a pala dumas declaracoes espetaculo do nosso amigo numero 2 do Vaticano, Tarcisio Bertone, bem pomposo ai na foto ao lado.
Para que nao se perca mto tempo a ler a noticia toda, aqui vai o excerto que o Diario Ateista realcou e que mostro de seguida.

O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, apelou hoje à "rebelião" dos cristãos face aos "senhores destes tempos" que exigem o silêncio dos cristãos "invocando imperativos de uma sociedade aberta" [...]

[O] Cardeal Bertone afirmou que essa rebelião se justifica "face aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da política, da ciência e da informação) que exigem e estão prontos a comprar, se não mesmo a impor, o silêncio dos cristãos invocando imperativos de uma sociedade aberta" [...]»

NOTA: Pergunta ao toto' do Bertone: saiu alguma lei escrita e aprovada por nos, os senhores destes tempos, que diga que vcs sao obrigados a estar calados, ou que vos obrigue a fechar as igrejas, ou os programas de televisao onde vcs espalham a vossa treta? Bem me parecia que havia ai qq coisa nessa cabecinha que nao andava a bater bem. Gracas a Deus!


E' por isso que apelo aos leitores mais atentos ao mundo (ateus e agnosticos, principalmente) que os rodeia (os que gostam de ciencia, de conhecimento, de prova, do metodo cientifico, de progresso, de verdade, etc...) que tenham cuidado com estes apelos 'a rebeliao catolica. Enfim... nem que seja pq mais vale prevenir que remediar.

Segundo o numero 2 do Vaticano, somos pretenciosos em optarmos pelo ideal aberto, pela sociedade aberta e educada, e sim, sim e mais sim: pela mente aberta, caro Bertone! Fe' e' ter a escolha de acreditar apenas pq se escolhe acreditar (sem necessidade de prova, de compreensao, de explicacao, de razao!). No mundo real, isso so' pode dar em asneira.

E' essa a Teoria de hoje.
"Qnt mais sei sobre religiao, mais adoro ser ateu!"

2007-10-06

Teorias

Porque um dos meus blogs favoritos publicou um post com o nome "Teorias", achei por bem trazê-lo para aqui. Infelizmente, os leitores mais religiosos devem preparar-se para a "chapadinha na nuca" do costume (aquelas do estilo "tem juízo, pá!"):

Teorias.
from Que Treta! by Ludwig Krippahl

O universo começou com o Big Bang. Deus criou o universo. As espécies evoluíram. Deus criou cada espécie. São teorias. Segundo o leitor X:

«O que acho realmente assombroso é que existam pessoas que sejam capazes de defender essas TEORIAS com cara séria, ao mesmo tempo que classificam as crenças religiosas como superstição [...] Como se acreditar nessas TEORIAS não fosse, acima de tudo, um acto de fé.» (1)

Assombroso não diria. Mas é pena. É pena julgarem que a cosmologia moderna é «Bang!», ou que a biologia se resume a «uns morrem, outros não». Se fosse só isso era mesmo por fé que se preferia estas «teorias» a outras quaisquer. Mas uma teoria científica moderna é muito mais do que isto.

Antigamente, até Galileu, era assim. Segundo Aristóteles as pedras caiem porque são da mesma substância que o chão e o fumo sobe porque é da substância do ar. Newton também enunciou leis como estas. Por exemplo, que um objecto em movimento uniforme permanece em movimento uniforme enquanto não sofrer o efeito de uma força. Mas enquanto em Aristóteles a teoria era aquelas afirmações, as leis de Newton são um mero resumo de um modelo muito mais detalhado e poderoso, capaz de dizer onde vai cair a bala de canhão ou como enviar uma sonda a Marte.

Para dar um exemplo mais recente, a teoria da relatividade é testada em cada tubo de raios catódicos, cada espectrometro de massa, cada vez que alguém usa GPS ou em muitos outros casos em que efeitos relativísticos são significativos. Entre 2003 e 2006 astrónomos de Universidade de Manchester recolheram observações de um pulsar duplo para testar esta teoria (2). Um pulsar duplo é um par de estrelas orbitando-se uma à outra, cada uma delas a rodar rapidamente e a emitir um feixe de radiação que só detectamos quando está apontado na nossa direcção. Dois «faróis» a rodopiar num campo gravítico muito forte e a grande velocidade é bom para testar os extremos das previsões de Einstein.

A distorção temporal devido à força gravítica, o atraso nos pulsos devido à distorção no espaço-tempo, o decaimento da órbita e outros valores medidos coincidiram com o que a teoria prevê. No caso do atraso dos pulsos (Shapiro Delay) o erro experimental foi de apenas 0.05%. É isto que devemos ter em conta. Medimos algo com 99.95% de precisão a dois mil anos luz de distância e o valor é o que a teoria prevê. E nos outros parâmetros também. E em todo o lado em que testamos a teoria é a mesma coisa. Ao fim de cem anos disto já não é preciso fé para confiar nesta teoria.

As teorias científicas modernas são modelos detalhados, rigorosos, com previsões exactas e constantemente testados. São o expoente máximo da compreensão humana, pois nunca criamos nada mais detalhado, mais rigoroso, nem mais capaz de prever como o universo funciona. De uma teoria científica podemos resumir certos princípios, como a sobrevivência dos mais aptos ou que a entropia num sistema isolado não diminui, mas estes são como dizer que Os Lusíadas é acerca de uma viagem.

Por isso engana-se quem julgar haver uma simetria entre a teoria do Big Bang e a hipótese que Deus criou o universo. O Big Bang é uma pequena parte de um modelo que prevê com exactidão imensas observações e que é constantemente posto à prova. Que Deus criou o universo é uma ideia vaga, desligada de qualquer outra coisa e sem capacidade de prever seja o que for ou sequer ser testada. É essa que exige fé.

Não é só uma ideia vaga: vem dum só livro escrito na Era Negra (a conhecida Dark Age).
É preciso ser-se corajoso (ou ignorante) para se ir na conversa. Mas lá está... Qnd fé é escolher acreditar, ter fé é ter a capacidade de acreditar até mesmo em mentiras.

2007-10-02

Filosofia e Teologia

Filosofia e Teologia.
from Que Treta! by Ludwig Krippahl

Como disse que aceitava o convite [...] para uma discussão filosófica entre ateísmo e crença, queria esclarecer o que quero dizer com isto. Vou dar um exemplo de um dos meus filósofos preferidos, Bertrand Russell. Russell propôs que não é dever do céptico provar que algo não existe, mas sim de quem afirma a existência de uma coisa apresentar evidências que apoiem a afirmação. O exemplo que deu ficou famoso. É ridículo acreditar que existe um bule de loiça a orbitar o Sol entre a Terra e Marte apenas por não se poder provar que não está lá bule nenhum.

Este é um argumento filosófico. A questão da Trindade não é filosofia, é uma mera questão de facto acerca de um caso particular. Quantos deuses existem? Os católicos acreditam ser um que é três. Eu assumo uma posição por omissão favorecendo o zero que é mesmo zero. Mas esta questão é científica, no sentido original de conhecimento, se a abordarmos com curiosidade. Se questionarmos e procurarmos descobrir se Deus existe e quantos são. Ou então é uma questão de fé, se escolhermos um número e nos agarrarmos a ele. Seja como for, não é um problema filosófico.

O problema filosófico é mais profundo e abrangente. Neste caso, é determinar em que condições é legítimo afirmar que algo existe ou que tem uma certa propriedade. É este o problema que Russell discutiu, propondo que só é legítimo afirmá-lo se houver evidências para tal. Boécio simplesmente ignorou o problema, como era prática na escolástica medieval, e como é usual na fé e na teologia.

Se o Bernardo quer discutir filosoficamente temos que começar pela questão epistemológica da legitimidade destas afirmações. Seja acerca do que for, de Deus, de mim, ou do Super Homem, temos primeiro que acertar o critério para aceitar ou rejeitar uma afirmação. Não pode ser pela fé, pois ter fé é simplesmente aceitar a afirmação e é isso que queremos saber se é legítimo. Também não pode ser pela tradição ou pelo testemunho. O testemunho é a afirmação dada por outrem, e a tradição apenas a repetição dessa afirmação no passado. Nenhum destes é relevante para avaliar a afirmação.

2007-09-27

Caro leitor Catolico (religioso):

Retirado do Diario Ateista, la apareceu mais um dos brilhantes posts que dificilmente consigo ignorar:

Caro leitor católico
Imagine que está numa cama de hospital, enfraquecido pela doença e amansado pela medicação. Vê aproximar-se da cama um desconhecido, que lhe diz:

-Já pensou em abandonar a sua religião?

Atónito, ainda tenta reagir. Mas o seu interlocutor está de melhor saúde e remata-lhe:

-O «céu» e o «inferno» são tretas. Não há vida depois da morte, esqueça essas ilusões.

Como se sentiria, caro leitor? Agredido? Invadido na sua privacidade? Pois então já sabe como se sente um ateu quando tem de mandar embora um padre que o vem incomodar à cama do hospital.

Imagine ainda que o desconhecido que o incomodou é pago pelo Estado para fazer exactamente o que lhe fez a si. Desagrada-lhe a ideia? Ainda bem. Devo dizer que concordo consigo, caro leitor católico. É justamente porque concordo consigo que defendo que só deve receber assistência espiritual quem a pedir por escrito, e que essa assistência não seja paga pelo Estado. Estamos de acordo?

Mais palavras para q?

2007-09-21

Moderacao no meu ateismo.

'As vezes descuido-me e digo o penso da religiao. Digo o que acho errado em se ser religioso, digo o que acho sobre "verdades" que sao verdades pq estao escritas e nada mais, digo o que acho da alucinacao em massa que e' a religiao.
'As vezes pedem-me moderacao. Alias, nao sou o unico a quem o pedem.
Por sorte (por usar RSS feeds, para ser mais preciso), encontrei a resposta a esse pedido num dos meu blogs favoritos e pq 99% do que la esta' bate certo com o que penso, aqui vai:

Pedem-me mais moderação na critica a certas crenças. Mas não explicam como, nem porquê nem em que aspecto é que eu devia ser mais moderado.

O aspecto íntimo não discuto. Há quem goste de rezar, ir à missa e louvar o senhor. Há quem goste de golfe. Eu gosto de chocolate. Admito interesse em conversar com o Criador do Universo, se existisse tal coisa, mas não me ia dar para ajoelhar, rezar e louvar. Não faz o meu estilo. Mas é uma questão de gosto e não há nada para discutir. Nem sequer posso ser mais moderado. Podia, e devia, ser mais moderado no consumo do chocolate, mas não posso moderar o gosto. Esse é o que é.

O aspecto da crença que discuto é público. Se deus existe, existe para todos, crente ou descrente. Se não existe, não há crença que lhe valha. E qual destas melhor corresponde à realidade é uma questão a investigar. A fé não interessa. Tem que se considerar alternativas, confrontá-las com as evidências, rever as que não são adequadas, e repetir tudo sempre que há dados novos.

E sem moderação. Não queremos um juiz moderadamente imparcial, que julgue metade dos casos de acordo com as provas e metade de acordo com a sua crença que quem tem bigode é culpado. Não queremos um cirurgião moderadamente rigoroso, que metade das vezes corte onde a anatomia indica ser apropriado e outra metade feche os olhos e confie em deus para guiar o bisturi. Se queremos ter uma boa noção da realidade também não podemos ser moderadamente criteriosos. Temos que confrontar as nossas ideias com a realidade como ela é, sem pitadas de fantasia, de li uma história engraçada, nem de ai que bom que era.

Ou talvez queiram que eu seja mais moderado no confronto com quem discorda de mim. Mesmo assim não vejo como. Não devem querer moderação nas vezes que rebento autocarros cheios de gente, atiro aviões contra prédios, queimo pessoas vivas ou as condeno a sofrer para sempre no inferno. É que isso não faço, nem com moderação nem com coisa nenhuma. Também não vou bater à porta das pessoas a vender ateísmo, não distribuo panfletos, e nem sequer uso pontos de exclamação quando escrevo estas coisas. Só respondo a quem me dirige a palavra ou escrevo aqui, onde só vem ler quem quer.

Se não é nada disto que querem quando me pedem moderação só resta uma possibilidade. Querem que me cale.

Azar. Não se pode ter tudo...

Assim sendo continuarei a dizer que a religiao impede o progresso pessoal e por tabela o do mundo. Que o bem nao vem da religiao. Que um mundo ateu seria um sitio melhor. Que todas as religioes partem de factos que nunca o foram. Que acreditar sem questionar e' burrice. Que ir 'a missa e' perda de tempo. Que a religiao e' uma forma de controlo atraves da lavagem cerebral que usa. Que e' um conto de fadas que ja nao tem validade no mundo cientifico de hoje. Que esta' mais que fora de moda. Que o conhecimento e' tudo e a supersticao e fe' nada. Que quem nao e' crente esta' certo e quem e' esta' errado. Que quem quer, que alinhe e continue 'a espera. Que nos devemos respeitar independentemente de crencas, certas ou erradas. Que deus nao existe. Enfim, as cenas do costume. :)
NOTA: Fim da seccao de Posts. Para mais teorias, consultem a seccao dos Arquivos onde esta' o restante conteudo do blog organizado cronologicamente, ou, se preferirem, consulta as teorias por categoria na seccao das labels (labels estas, explicadas anteriormente na coluna principal do blog principal tsnacio.blogspot.com).