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2009-04-30

The Pirate Google!

Partilhar ficheiros e' mau, toca a processar os sites piratas!


Entao e agora? Ataquem la esse pequeno pirata!

2009-04-08

Satriani vs Coldplay

Satriani e' um genio da musica. Chamam-lhe virtuoso por alguma razao.
Mas... noutros termos, noutros generos e noutra perspectiva, tb Metallica o e'.

No entanto, passo de fa a grande inimigo de qualquer um que pise o risco etico no que toca a copyright:

Qnd os Metallica processaram o Napster, pq tadinhos, estavam com medo de passarem a so' facturar com concertos, tocando e trabalhando como todo o comum mortal, a banda que eu tanto adorava caiu na minha caixinha dos desprezos qnd decidiu que, vender rodelas de plastico com musica na era da informacao, da Internet e dos Portable Media Players (iAudios, iPods, etc...), fazia sentido.
Acharam que, so pq se sentiram como os ferradores de cavalos se devem ter sentido qnd perceberam que os automoveis vinham a caminho e que o modelo de negocio de ferrar cavalos ia desaparecer, deviam fazer tudo e mais alguma coisa, menos evoluir com o mundo (como fazem os Nine Inch Nails ou Radiohead que oferecem os albums nas suas paginas online sem ir 'a falencia - magia!).
Metallica continuam a ser uma banda excelente. So que eu tentarei sempre ouvir a sua musica sem pagar, e jamais lhes darei um tostao, seja la pelo que for... ;)
E se o preco desde comportamento resultar num dia uma banda falir, seja! Seleccao natural toca a todos. Ficarei ainda bem servido com bandas como Nine Inch Nails ou Radiohead que ja percorreram os caminhos de Darwin e sairam vitoriosos do outro lado.

Joe Satriani e' dos pcos artistas que me fez comprar albums.
Mas processou os Coldplay por usarem notas do mestre Satriani numa musica de Coldplay. Os Coldplay usaram cultura criada por Satriani, e criaram cultura tb. Como eu, qnd uso a cultura criada por Pitagoras e calculo mais cultura com os meus triangulos, gratuitamente.
E' verdade que os Coldplay usaram notas de Satriani. E' verdade que nao ha' mal nenhum em imitar o que a humanidade tem de bom: seja bom comportamento, matematica, ideias, musica ou cultura em geral.

A Noticia, e a comparacao:
Aqui, e:



(Aqui: press play! ;))

E as duas ao mesmo tempo:
...para que nao restem duvidas.


Satriani:
A tua musica e' a original.
E' tb a que eu prefiro.
Es um guitarrista espetacular e
os Coldplay nao se aguentaram sozinhos,

Infelizmente, e com pena minha:
Seja mto bem vindo 'a minha caixinha dos desprezos.

2008-07-09

Tiro no pe' do copyright.

Sempre gostei da ideia de partilha de ficheiros.
Musica, filmes, jogos, software, etc... A custo zero, ao custo duns cliques, e nada mais.
No entanto, aceito e vejo alguma necessidade de, por exemplo, patentes. Conceito que assenta onde o copyright tb assenta: direito 'a propriedade intelectual.
Aquilo a que alguns chamam o direito de possuir algo que nao existe fisicamente em lado nenhum.

Fui ao google procurar definicoes de propriedade intelectual:

A minha busca favorita mostra este resultado:

"Intellectual Property can be defined as Creative ideas and expressions of the human mind that have commercial value and receive the legal protection of a property right. The major legal mechanisms for protecting intellectual property rights are copyrights, patents, and trademarks."

Resumindo: se tem valor comercial, o direito 'a propriedade aplica-se.
(Nao e' assim tao simples, mas o tiro no pe' vem disto mesmo).

Imagine-se que eu comecava a plantar arvores num jardim num local com alguma densidade populacional, e resolvia cientificamente dar valor ao ar que eu (atraves das arvores) estaria a produzir. Seria justo processar toda a gente que por perto das arvores passasse so' por estar a respirar o MEU ar, que me custou dinheiro e esforco a plantar, etc?

Claro que nao e todo o senso comum do mundo dita o mesmo: o ar renova-se sozinho atraves da natureza em estado selvagem, e por isso, plantar e cobrar pelo ar que produzo torna-se ridiculo por muito esforco e custo que isso tenha para mim. Que o ar que respiramos nao tem preco ja toda a gente sabe. ;)

Qnd a industria da musica apareceu, copiar e criar discos de vinil, e depois cassetes e cd's era um empreendimento com custos acrescidos que tinham de ser protegidos. Nessa altura (no seculo 20) fazia sentido proteger o investimento feito na copia. Copiar custava sempre dinheiro. Medicamentos tb nao custam o que nos dizem custar. Mas a pesquisa que os descobriu possivelmente custa! ;)

Por muito que muita gente nao goste de ouvir, os computadores e a maravilha da internet, retiraram todo o custo da copia. Na palavra copyright (copy+right), matou-se o copy. Sobra o right, sozinho. Eu hoje transformo 1 musica que tenha no meu computador em 1000 a custo zero. Clico copy, faco paste 1000 vezes (ou partilho-a na net) e ja' esta'. O valor do CD donde a musica vem ainda tem valor, mas o ficheiro que se pode criar com a ciencia informatica nao tem valor. Copia-se gratuitamente para qualquer parte do mundo. O unico custo ou valor comercial que um ficheiro tem, e' aquele que quem vende ficheiros lhe tenta dar, apoiados por todos aqueles clientes que acham que devem pagar por algo sem custo de partilha.

Da mesma maneira que as leis da fisica e da quimica nos permitem nao ter que ir procurar ar para respirar, fazendo do negocio de cobrar pelo ar uma ideia absurda, tb a partilha de ficheiros assim se tornou: gratis e de custo zero.

Com a mudanca que o mundo sofreu neste campo, resta os artistas que defendem processar putos de 12 anos por partilharem ficheiros evoluirem para o seculo 21. Partilhar nao vai parar.

Se lhes faltam ideias, aqui vao algumas:
  • Se sao musicos, desistam do dinheiro que ha' em vender rodelas de plastico com musica la dentro na Era da Informacao (internet). Toquem musica e facam dinheiro com isso (concertos). Nao serao milionarios? Nao se preocupem. Ha' bue' maneiras de ser feliz sem ter estupidas quantias de dinheiro so' por umas cantigas.
  • Querem insistir nas rodelas de plastico (cd)? Entao metam qq coisa la dentro, como por exemplo descontos para concertos ou backstage passes. Liguem essa rodela de plastico a algo incopiavel e inexistente no mundo virtual.
  • E finalmente, acordem para o seculo 21 e sigam os exemplos de quem ja percebeu a ideia. Ha por ai muitas bandas grandes (Nine Inch Nails, Radiohead, etc...) e pequenas que ja perceberam como se evolui e que oferecem a sua musica. Ha' fas que vao gostar de doar dinheiro por isso... de graca! E ja o fizeram!

E mais!
Se fazes algum tipo de arte que consegue existir no mundo livre (da internet) apenas por dinheiro, nao devias ser artista para comecar. Sê musico para tocar musica (nao para ser milionario com rodelas de plastico) e pela musica. Quem consome a tua arte pagara' de livre vontade e nao te vai deixar morrer 'a fome se fores um bocadinho melhor que o Ze' Cabra.

Copiar nao e' roubar, por muito que tentem fazer dos artistas vitimas de roubo.
O McDonald's nunca processou o Burger King por usar a mesma ideia de vender hamburgers com batatas fritas e coca cola, e nao existe a Associacao Nacional de Cozinheiros e vos processa pq vcs gostam de fazer hamburgers em casa, e pior, partilha-las com quem quiserem! E essas meus amigos, tem custo e valor comercial, mas ser cliente do Burger King, nao e' roubar clientes ao McDonald's.
E acreditem, que houve muito processo criativo em criar uma das mais poderosas corporacoes alimentares do planeta Terra. ;)

O copyright de coisas que nao tem custo a partilhar (matematica, linguagem, democracia, receitas de culinaria, ficheiros pela internet, etc...), e' uma bela tanga! ;)
Pena que ainda haja muita gente que nao percebe isso.

Entao e filmes, livros, fotografia, arte (pintura) e tal?
Assunto para outro post. ;)

2008-02-11

RIAA-se disto!

No Blog Ktreta, mais uma perola sobre o assunto do costume:

Tipicamente, pela venda de um CD a discográfica paga nove cêntimos por canção ao autor, que normalmente cede metade desse valor à editora. Mas a RIAA diz que isto não está correcto na situação actual. Jammie Thomas foi condenada a pagar $9250 por cada canção que tinha disponível para partilha (1). Segundo a RIAA uma centésima milésima parte disto é claramente demasiado para se pagar a quem apenas compôs a música. Mesmo tendo que dividir a fatia com outros «gestores de direitos», os típicos 13% do preço de venda é muito dinheiro. Por isso a RIAA quer esta fracção reduzida para 8% do preço de venda, ou cerca de seis cêntimos de dólar por cada canção.

A justificação é que as companhias discográficas estão a ter dificuldades no mercado, enquanto que, segundo estas, os compositores e editores têm outras formas de rendimento (2). O que faz perguntar para que raio precisamos de vendedores de rodelas de plástico.

Curiosamente, no site Português da pro-music (3) não vem esta notícia. Compreendo que não queiram tirar do topo o comunicado de imprensa sobre o BTuga, com pouco mais de meio ano. Mas gostava de ouvir a opinião dos artistas acerca desta redução.

1- 5-10-07, $9.250 por canção.
2- The Reporter, 29-1-08, Sides chosen in royalty tussle
3- www.pro-music.com.pt

Bem bonito, nao?
RIAAm-se 'a vontade, claro esta'!

2007-07-26

Copyright e Indignacoes!

O meu blog favorito tras-nos mais teorias para se pensar. Tenho de concordar com a barracada que sao as associacoes tais como RIAA e companhia. Eis pq:

O Ricardo Pinho (obrigado ao João Vasco pelo aviso) escreveu no Ensaio Geral (1):

«...investigações conjuntas da PJ e da ASAE tem resultado no encerramento de sítios nacionais de partilha ilegal de ficheiros protegidos por direitos de autor.
As reacções na blogosfera nacional, estranhamente, são de indignação contra as autoridades. [...]
Não me compete a mim explicar agora as vantagens da propriedade intelectual, e em como os direitos de autor são o garante da cultura da nossa civilização.»

Não é assim tão estranho. É que a blogosfera depende de ideias que não são tratadas como propriedade. Os protocolos de transmissão. O HTML e CSS. A própria ideia de fazer um blog. O Justin Hall não recebeu um cêntimo dos milhões de pessoas que copiaram a ideia dele. Pela propriedade intelectual haveria meia dúzia de blogocantos, e só para quem pagasse.

A nossa civilização também assenta em ideias que não são propriedade. A ciência. A política. A ética. A nossa cultura é essencialmente ideias que não são propriedade. O rock and roll, o barroco, a comédia, o impressionismo, as obras de Shakespeare e Heródoto, a ficção científica, o cinema. E já havia civilização e cultura antes da convenção de Berna em 1886.

Finalmente, a propriedade intelectual não é propriedade. Nem pode ser. A ideia ou é segredo ou é de todos. A minha casa é propriedade. Não podem usar um bocadinho dela para citação, não a podem usar gratuitamente para fins educativos, não passa a ser domínio público ao fim de um período, e não a podem usar à vontade para crítica ou sátira. Mas a ideia da minha casa não é propriedade.

O termo é enganador porque «propriedade intelectual» não tem nada a ver com ser dono de uma coisa. É uma miscelânea arbitrária de restrições. Não se pode copiar, excepto para uso pessoal. Pode-se vender em segunda mão se for um livro, mas não se for software. Pode-se cantar no duche mas não na rua. Pode-se partilhar a música com os amigos numa festa em casa mas não no clube recreativo.

E não se confunda civilização e cultura com aquela minúscula fatia que os tais direitos de autor abrangem e que, felizmente, deixa livre o mais importante. Mesmo se nos restringirmos à arte vemos que a verdadeira inovação não é protegida. Ninguém fica dono de um estilo novo ou de uma forma de expressão artística inovadora. Um Robert Leroy Johnson, para a propriedade intelectual, não vale mais que uma Mónica Sintra.

O Ricardo fala nas «vantagens da propriedade intelectual», mas não diz em relação a quê. Certamente melhor que um pontapé nas partes baixas, é ainda assim pior que muitas alternativas. Como não considerar crime a partilha de conteúdo digital para uso pessoal. A arte floresce da liberdade de expressão e de inspiração, e tem pouco a ganhar prendendo quem dela quer usufruir. À lei podemos dar melhor uso, porque há por aí coisas mais perigosas que miúdos a gravar DVDs. E não se iludam com a treta de incentivar a inovação recompensando quem vende mais cópias.

O que mais se pode dizer, nao acham?
NOTA: Fim da seccao de Posts. Para mais teorias, consultem a seccao dos Arquivos onde esta' o restante conteudo do blog organizado cronologicamente, ou, se preferirem, consulta as teorias por categoria na seccao das labels (labels estas, explicadas anteriormente na coluna principal do blog principal tsnacio.blogspot.com).